6ª edição
23.09 — 25.10 · São Paulo O Ministério da Cultura e Vivara apresentam

A 6ª Mostra Contemporâneas Vivara reúne 16 artistas em uma exposição, além de intervenções urbanas e uma programação paralela com visitas guiadas especiais, diálogos com escritoras e performances.

Retire seu ingresso antecipado Visite gratuitamente — vagas limitadas

A mostra 6ª edição

Afeto é mais do que vínculo. É uma força transformadora capaz de alterar a maneira como percebemos o mundo, agimos e nos relacionamos.

Usada à exaustão como sinônimo da relação entre duas pessoas, mediada por um sentimento, a palavra afeto está sendo esvaziada de um outro sentido. Afeto é também aquilo que atinge algo ou alguém, que promove uma sensação, comoção, transformação.

A 6ª edição da Mostra Contemporâneas Vivara reúne obras produzidas exclusivamente por mulheres — de acervo, inéditas e site-specific — propondo o resgate e a ampliação do termo.

Ela é encarada também como uma força de interação que promove algo diferente: uma sensação, uma reação, uma atitude, um novo estado de espírito ou simplesmente uma reação fisiológica nem sempre percebida pela consciência. Trata-se de um convite a observar as camadas invisíveis da existência e a responder, cada um à sua maneira, a pergunta que intitula a exposição: afinal, que afeto é esse?

Direção artísticaStefania Dzwigalska
Pesquisa artísticaD'Anunziata
Consultoria artísticaMarc Pottier
Curadoria da programaçãoGiuliana Bergamo

As artistas

16 mulheres · acervo, inéditas e site-specific
·Marina Abramović

Uma das mais relevantes artistas do mundo, aborda as fronteiras do corpo e o potencial da mente. “Bed for human use (III)” é uma escultura interativa de madeira e cristais de quartzo que convida o público a uma experiência física e mental direta.

·Tarsila do Amaral

Principal nome do modernismo brasileiro, está presente na mostra em um retrato inédito clicado em Paris às vésperas da Semana de 22 e revelado ao público pela primeira vez agora, como parte de “Que afeto é esse?”.

·Maria Martins

Uma das mais importantes escultoras do modernismo brasileiro, foi parceira artística e romântica do surrealista Marcel Duchamp. Fazem parte da exposição duas litografias de figuras femininas, imagens híbridas de mitologias indígenas e afro-brasileiras.

·Regina Silveira

Referência da arte conceitual brasileira e mestra das ilusões de ótica, a artista cobre a fachada lateral da casa com suas famosas moscas em diferentes dimensões. A obra é parte da série “Moscaglia”.

·Sonia Gomes

Reconhecida internacionalmente, participa da exposição com uma de suas esculturas têxteis que ressignificam materiais carregados de memória, em diálogo com a herança afro-brasileira, o Barroco e questões de gênero e raça.

·D'Anunziata

Artista multidisciplinar com trabalho que transita entre a arte e a metafísica, pesquisou o tema da mostra ao lado da direção artística. “Maria”, sua escultura móvel humanoide, circula pela exposição como presença: nem máquina, nem gente.

·Raquel Kogan & Rejane Cantoni

Pioneiras da arte e tecnologia no Brasil, trazem à exposição “Afetar”, um espelho flexível no piso que reflete a luz como água, transformando o público em agente da obra. Quem caminha sobre ele altera a imagem no espaço.

·Nazareth Pacheco

Toma a condição feminina e a história do próprio corpo como matéria-prima. As peças exibidas em “Que afeto é esse?” questionam os limites entre prazer e dor, beleza e violência.

·Graciela Sacco

Nome central da arte argentina (1956–2017), a artista investigou a forma como a violência se inscreve nos corpos. Participa da exposição com uma impressão fotossensível que faz parte de uma série sobre deslocamentos, migrações e exílios.

·Thix

Fazendo uso de técnicas pictóricas do realismo, a artista subverte as imagens clássicas por aquelas que povoam o imaginário queer. Para a exposição, pintou seu autorretrato antropofágico inspirado no retrato de Tarsila do Amaral que integra “Que afeto é esse?”.

·Janet Vollebregt

Artista e arquiteta, cria esculturas, instalações e “piercings arquitetônicos” que transformam os espaços em ambientes de cura e conexão. Na exposição, uma esfera de arcos metálicos convida a sentar, aterrar e sintonizar o campo coletivo.

·Leandra Espírito Santo

A artista investiga a construção de subjetividade nos espaços virtuais. Na exposição, exibe uma instalação feita a partir de uma mecha de seu próprio cabelo que balança freneticamente movida a motor.

·Karen de Picciotto

Interessada em novas maneiras de pintar superfícies e objetos, a artista participa da exposição com duas obras feitas de suas emblemáticas gotas de tinta colorida: um lustre e uma tela. Os trabalhos transformam o olhar sobre peças do cotidiano.

·Maria Fernanda Paes de Barros

Desenvolve projetos com artesãos, apresentando o artesanato por uma nova perspectiva, que respeita suas identidades, celebra suas histórias e riqueza cultural. A obra exposta em “Que afeto é esse?” foi produzida com a artesã Txahamehé Pataxó.

·Mercedes Lachmann

Entre escultura, instalação e vídeo, a artista investiga memória e ecologia decolonial. Faz parte da exposição a obra “V_Entre”: feita de sacos d’água em fileira no teto, faz menção ao ventre como primeiro espaço afetivo que habitamos.

·Helena Martins-Costa

A artista produz seus trabalhos a partir de fotografias amadoras descartadas que ela garimpa há mais de 20 anos. Participa de “Que afeto é esse?” com “O impossível”, imagem que faz referência à obra homônima de Maria Martins.

Detalhe de pintura da exposição — figura em vestido rosa com renda
— O que afeta os seres humanos?
Programação
/01

Visitas guiadas com professores da Casa do Saber

Conversas que partem das obras para uma leitura afetada pela psicanálise, pelo urbanismo, pela teologia e outras áreas do conhecimento.

Geni Nuñez · Giselle Beiguelman · Joice Bert · Ed René Kivitz · Ingrid Gerolimich · Hanna Limulja · Luís Fernando Tófoli

/02

Afetadas — ciclo de diálogos entre escritoras

Oito encontros em que escritoras contemporâneas leem a si e a autoras consagradas — Clarice, Hilda, Lygia — e conversam sobre as forças que nos alteram. Mediação de Giuliana Bergamo.

Aline Bei · Andrea Del Fuego · Natalia Timerman · Paulliny Tort · Mel Duarte · Amara Moira · Bianca Santana · Cidinha da Silva · Liana Ferraz · Mariana Salomão Carrara · Natália Zuccala · Verônica Stigger

/03

Afé — performance de Tatt

Em quatro apresentações, a multiartista propõe um contato íntimo com a fé: uma força profundamente feminina, não necessariamente religiosa, capaz de transformar o real.

quatro apresentações · datas no ato da inscrição

O local

Uma casa como campo de investigação dos afetos.

A exposição ocupa uma casa inteira nos Jardins — não é um museu, é uma casa. Cada sala é um encontro: instalações que respondem à sua presença, esculturas que pedem o corpo, sombras que enganam o olho, uma presença móvel que recebe quem chega. O percurso foi desenhado como um campo de forças — momentos de expansão, contração e pausa.

Visitas com hora marcada, capacidade reduzida: sem multidão.


Casa Conteúdo
Rua Groenlândia, 1089 · Jardim Europa
a poucos minutos do MIS e do MuBE
valet no local · metrô mais próximo: Oscar Freire (Linha 4–Amarela)

Fachada da Casa Conteúdo com o monograma Que Afeto É Esse
Não perca — a casa abre em
00dias
00horas
00min
00seg

Investigue que afeto é esse.

Terça a sexta: 11h às 19h · Sáb, dom e feriados: 10h às 19h
Casa Conteúdo, Rua Groenlândia, 1089, Jd. América, São Paulo.

Retire seu ingresso antecipado